Ximbuva embeleza entrada do Campus
Neste domingo (13), ao celebrar 20 anos, o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) Campus Cuiabá – Bela Vista reúne 1.229 estudantes em cursos técnicos integrados, subsequentes, de graduação, licenciaturas e pós-graduação, e uma vizinhança rara para uma instituição de ensino em área urbana: o Parque Estadual Massairo Okamura, com o qual o campus faz fronteira direta.
Essa proximidade integra o cotidiano acadêmico e ajuda a transformar o próprio território do campus em extensão viva das salas de aula e laboratórios.
O Bela Vista oferece hoje o Ensino Médio Técnico Integrado em Alimentos, Meio Ambiente e Química; o curso técnico subsequente em Alimentos; as graduações em Engenharia de Alimentos, Química Industrial e Tecnologia em Gestão Ambiental; as licenciaturas em Matemática e Química; os mestrados em Química Tecnológica e Ambiental e em Ciência e Tecnologia de Alimentos; além de cursos de Formação Inicial e Continuada como o de inclusão digital e empreendedorismo.
É nesse conjunto de formações, sendo algumas delas diretamente ligadas às ciências da natureza, que a biodiversidade do campus ganha função pedagógica.

Ximbuva e cajueiro
Um laboratório a céu aberto
Quem circula pelo Bela Vista convive com uma fauna e flora diversas formadas por ximbuvas, cajueiros, mangueiras e jaqueiras, entre outras espécies do cerrado. No entorno, é comum avistar aves como beija-flor, saracura, tico-tico e udu, além de outros animais como o macaco-sagui, a iguana e a lagartixa-serpente-do-pantanal.

Sagui e udu

Essa diversidade é fonte de observação e objeto de estudo. A presença de diferentes espécies cria oportunidades concretas de pesquisa e ensino em Biologia, Ecologia e Educação Ambiental, alimentando trabalhos de iniciação científica, atividades de extensão e ações de conscientização ambiental.
A fronteira com o Parque Estadual Massairo Okamura, amplia, ainda, o debate sobre conservação da biodiversidade e os desafios de manter áreas verdes protegidas em uma capital em expansão.

Tico-tico e beija-flor

Lagarto serpente do pantanal
A arte como parte do cotidiano
O professor de artes Marcelo Velasco observa que a convivência diária com esse ambiente integrado à natureza também inspira a produção artística e a sensibilidade estética da comunidade escolar. Para ele, são muitos os atrativos visuais que não se restringem aos painéis pintados por diversos artistas, mas também a fauna e flora que completam uma visualidade belíssima.
As fotos que ilustram esta matéria são frutos da observação atenta das belezas do campus registradas pelo docente ao longo dos anos.
“Com tantos estímulos, sinto uma necessidade de registrar os encontros com os animais. O campus é como um organismo vivo em constante transformação. E a arte está presente nesse cotidiano. Além da exuberante natureza, as obras de arte proporcionam aos estudantes e à comunidade em geral uma experiência estética que vai além da mera contemplação da beleza. Há um estímulo constante à criatividade, na medida em que a própria natureza é compreendida como resultado de um processo criativo complexo,” reflete.
O relato de Velasco ilustra um ponto central da identidade do campus: a natureza também alimenta a produção cultural do Bela Vista, servindo de referência visual para trabalhos artísticos, e de estímulo constante à observação e ao registro.
Uma identidade construída ao longo de 20 anos
Ao longo de duas décadas, gerações de estudantes e servidores associaram suas memórias do campus não só às salas de aula e aos laboratórios, mas também às conversas sob a sombra das árvores, aos encontros com animais silvestres e aos momentos de pausa e contemplação entre um compromisso e outro.
Essa relação cotidiana com a natureza se tornou parte da identidade da instituição e um patrimônio que a comunidade acadêmica reconhece como próprio.
Celebrar os 20 anos do Campus Bela Vista é, portanto, também reafirmar o compromisso de preservar essa área verde, não apenas como paisagem, mas como espaço de ensino, pesquisa, extensão, arte e convivência que seguirá formando novas gerações.



