
No último sábado, dia 6 de julho, aconteceu a primeira edição da Exposição Projetos Integradores 1a ExpoPI do Instituto Federal de Mato Grosso Campus Cuiabá – Bela Vista.
O evento, organizado pelos alunos do 6º semestre do curso técnico em meio ambiente, coordenados pela professora Rachel Pulcherio, reuniu 22 produtos desenvolvidos pelos estudantes ao longo do Projeto Integrador, possibilitando à comunidade acadêmica conhecer soluções criadas para situações-problema reais.
A docente afirma que, pedagogicamente, esses trabalhos são importantes porque articulam teoria e prática, estimulam o pensamento crítico, o trabalho em equipe e a construção de aprendizagens mais significativas.
“Foi um momento de socialização, troca de conhecimentos e valorização da criatividade, da autonomia e do protagonismo dos alunos,” avaliou Raquel.
Dos 22 projetos apresentados, três foram premiados, sendo o grupo campeão o “Desfile da desigualdade”, que apresentou trajes que ilustraram preconceitos e discriminações vivenciados por inúmeros grupos minoritários na sociedade atual.
Cada modelo ficou com uma vestimenta para representar preconceitos como homofobia, capacitismo, machismo, racismo, etarismo e xenofobia. A roupa escolhida pela estudante Anabela Mraczanski representou o machismo.
“Participar desse desfile foi uma experiência profundamente marcante e de muita responsabilidade, sabe? Entrar na passarela não foi apenas para mostrar uma vestimenta, mas para carregar uma mensagem que dói na pele de milhões de pessoas todos os dias,” opinou.
Anabela contou um pouco sobre os impactos da atividade sobre ela, citando o “peso das estruturas patriarcais”. “Vestir aquele conceito me fez refletir muito sobre esse peso, ainda mais, pois faço parte do público impactado por elas. O que mais me chamou a atenção foi ver como a moda e todas as expressões artísticas conseguem materializar dores sociais de uma forma tão direta”.
A estudante também falou sobre a identificação do público presente. “Ver o público reagindo, absorvendo o impacto de cada preconceito representado, da homofobia ao capacitismo, foi impactante e poderoso.”

Quimicidade, outro projeto integrador, foi criado com o propósito de explicar o que é cidade sustentável e as suas práticas, usando a Química como principal ferramenta. Trata-se de um protótipo de aplicativo educativo estruturado em cinco seções principais integradas em uma barra de navegação inferior que simplifica o trânsito do usuário.
Na tela de início, o cidadão acompanha uma cidade virtual que reage visualmente às suas atitudes e pode consumir diariamente informações sobre ciência e natureza. Ao acessar o laboratório, a ferramenta central do projeto, um pHmetro digital interativo traduz a acidez ou alcalinidade dos líquidos, além de simuladores avançados de poluição urbana.
A professora Josane Siqueira explica que o aprendizado teórico e a gamificação ocorrem de forma integrada nas seções de trilhas e missões. Nelas, o usuário passa por módulos sobre a preservação da água e do solo, resolve quizzes para testar conhecimentos e cumpre desafios práticos diários. Já a tela de perfil centraliza relatórios de impacto socioambiental do usuário comum, exibindo gráficos de economia de água e redução de carbono.
O estudante Leonardo Clemente contou que a experiência de desenvolver o projeto foi trabalhosa, divertida e desafiadora, mas que pode contribuir com uma geração mais sustentável.
“Pude enxergar como a Química pode ser aplicada no dia a dia e como ela é fundamental. O que mais gostei foi criar soluções simples e práticas, mas que fazem toda a diferença. Também foi muito legal apresentar ao campus e ver as outras apresentações, essa troca foi muito interessante.”
Sobre o Projeto Integrador
É uma atividade interdisciplinar que possibilita aos estudantes aplicar conceitos teóricos e desenvolver soluções inovadoras para problemas reais da sociedade por meio da aprendizagem autodirigida e do trabalho colaborativo.
O objetivo é proporcionar experiências acadêmicas que incentivem os estudantes a assumir o protagonismo e a autoria tanto no nível individual quanto coletivo, desenvolvendo a criticidade, criatividade, ética e solidariedade.
A partir de um problema com base em um tema contemporâneo transversal os estudantes planejam e executam estudos para compreender e resolver esse problema.


