
Um grupo de 49 estudantes do Campus Cuiabá- Bela Vista participa da 6a edição da Mostra de Arte do IFMT (MArte), que reuniu durante esta semana na cidade de Barra do Garças, na região do Vale do Araguaia, leste do estado, estudantes de todos os campi da instituição.
O objetivo do evento é estimular a criação e apreciação artística nas regiões onde é realizada, envolvendo os diversos setores ligados à educação, buscando fortalecer a arte e a cultura enquanto ferramentas eficazes para a transformação social, solidificação da consciência de cidadania e formação para vida e para o trabalho.
Nesta quinta-feira (16) os estudantes do Campus Bela Vista subiram ao palco para apresentar uma releitura da peça “O beijo no Asfalto”, famosa tragédia carioca escrita por Nelson Rodrigues e encenada pela primeira vez em 1961.
Entre os temas levantados nesta montagem coordenada pelo professor Sandro Lucosi, estão a crítica à imprensa sensacionalista e à desinformação, a hipocrisia da sociedade e da moral burguesa nos anos 1960, o preconceito, a homofobia e a destruição da reputação do indivíduo.


Música, expressão corporal e consciência social
Na parte musical, o Coral Canto Belão encantou os presentes com o espetáculo “Vozes que tecem a MArte”, regido pelo professor Yuri Ogaya de Assunção. O concerto foi estruturado especialmente para o evento, conectando música, expressão corporal, narrativa e consciência social.
Com duração estimada de 30 a 35 minutos, o espetáculo incluiu canções como Roda Viva, de Chico Buarque, Ó Abre Alas, de Chiquinha Gonzaga, Bem que se quis, sucesso de Marisa Monte, Dois Rios, do Skank e Stairway to Heaven, uma crítica da banda inglesa Led Zeppelin ao materialismo com metáforas sobre a busca espiritual do ser humano.

O amor ontem e hoje
A ocupação poética “Quando o amor tinha tempo”, coordenada pela professora Andreza Leria, retratou o amor na atualidade e suas relações líquidas, passageiras, superficiais e imediatas em oposição à profundidade das relações do passado, intensas, complexas e carregadas de idealizações, beleza, leveza e poesia.
Em poemas autorais, os estudantes trataram do amor e seus contrastes entre o presente líquido e o passado em que era possível estar com o outro e compartilhar o cuidado, a beleza do olhar, do toque, das juras de amor trocadas sem pressa e as cartas de amor, “todas ridículas”, como disse Fernando Pessoa.

Na pintura, por meio de um painel, os estudantes expressaram elementos que compõem a paisagem e o cotidiano de quem aprecia a cultura matogrossense, especialmente a cuiabana, no intuito de valorizar tudo o que é da terra, cativar o interesse no que faz parte do repertório cuiabano e deixar marcada a identidade cultural local.



