
Nos dias 13 e 16 de março de 2026, a Comissão Permanente de Diversidades e Relações Étnico-raciais (CPDRE) do campus Cuiabá Bela Vista do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) realiza o encontro “Comunidade BLV pela equidade de gênero”.
O objetivo é promover a reflexão da comunidade acadêmica quanto à importância da desconstrução de masculinidades tóxicas, que começam por meio de micro violências verbais e desmerecimento da mulher, escalando para violências mais extremas.
A presidente da CPDRE, Daryne Gomes da Costa lembra que vivemos em um estado que, infelizmente, é o que, no Brasil, lidera o ranking de feminicídios a cada 100 mil habitantes. “Temos ficado todos estarrecidos com os números alarmantes de violência contra a mulher, inclusive com casos de estupro coletivo e feminicídio envolvendo membros da rede federal de educação”.
Para ela, a promoção de uma educação que preza pela empatia, pelo respeito às individualidades, não sexista e que combata a violência de gênero é urgente e é papel de toda a comunidade acadêmica.
“Depende de todos nós a construção de um campus mais justo, seguro e respeitoso para quem aqui estuda e trabalha,” afirma.
Dinâmica do evento
Os estudantes homens se reunirão no auditório com professores que, atuando como aliados das mulheres na luta contra a violência de gênero, farão uma roda de conversa com eles.
Nesta conversa, serão apresentadas definições importantes – jurídicas, inclusive – sobre questões como feminicídio, cultura do estupro, esclarecendo, por exemplo, que não é só sobre o ato em si, mas sobre tudo o que vem antes e depois: a piada no grupo, a pergunta “o que ela tava fazendo lá”, até a desculpa que a gente dá para o comportamento do amigo.
Serão discutidas notícias envolvendo atos de violência contra a mulher e os estudantes assistirão ao curta metragem francês “Maioria oprimida”, que ajudará na reflexão das práticas machistas às quais as mulheres são submetidas.
Enquanto isso, as mulheres estarão em salas de aula, em rodas de conversa com servidoras sobre educação não sexista, respeito, empatia e o papel de todos no combate à violência de gênero.
Será um momento de conversa, reflexão e escuta. Uma oportunidade para debater como situações do cotidiano, como piadas e comentários estereotipados, podem contribuir para a escalada de violências.
“Estaremos discutindo sobre nossas angústias em meio a tantos casos de violência, falando sobre questões que nos atravessam e reforçando a importância de nossa luta pela equidade. Precisamos também nos fortalecer e nos unir, cada dia mais,” defende.
O papel valioso da educação
Daryne observa que, geralmente, as ações de conscientização são focadas apenas no comportamento da mulher: como se vestir, como buscar se defender, ao invés de ensinar os homens a não agredir, ao invés de educá-los para uma mudança profunda de comportamento que promova o exercício de uma masculinidade saudável.
“Eu acho que a melhor ação, que é o que estamos tentando fazer, é educar. Precisamos criar essa nova cultura onde os homens sejam de fato responsabilizados e sejam educados a tratar a mulher como igual, com respeito e empatia.”
Programação
📅 Confira, abaixo, os horários e locais do encontro “Comunidade BLV pela equidade de gênero”:
13/03 (sexta-feira)
🕘 Turmas da manhã – 9h50 às 11h30
👨 Homens: Auditório
👩 Mulheres:
* Bloco H – Sala 1 → 1º ao 3º semestres de Meio Ambiente
* Bloco H – Sala 2 → 4º ao 6º semestres de Meio Ambiente
* Bloco H – Sala 8 → 1º ao 3º semestres de Química
* Bloco H – Sala 9 → 4º ao 6º semestres de Química
* Bloco C – Sala 5 → Engenharia de Alimentos
🕒 Turmas da tarde – 15h50 às 17h30
👨 Homens: Auditório
👩 Mulheres:
* Bloco H – Sala 1 → 1ºA, 2ºA e 3ºA de Alimentos
* Bloco H – Sala 8 → 1ºB, 2ºB e 3ºB de Alimentos
16/03 (segunda-feira)
🌙 Turmas da noite – 18h50 às 20h30
👨 Homens: Auditório
👩 Mulheres: Bloco C – Sala 5
📢 Docentes e servidores também estão convidados a participar junto com os estudantes.



